Passeio Literário (re) descobre uma cidade cheia histórias curiosas da nossa literatura

Dia 25 de janeiro, como parte do evento da rádio CBN, fizemos o passeio literário pelas ruas do centro histórico de São Paulo.

Trata-se de uma “Jornada de Aprendizagem” cujo objetivo é resgatar uma cidade  cujos fatos históricos da nossa literatura  foram esquecidos. Escolhemos a literatura como ponto de partida e fizemos uma pesquisa histórica sobre escritores  que viveram e produziram num raio de 1 km da praça da Sé, marco zero de São Paulo. A partir destes fatos, recontamos a história sobre perspectiva da Literatura.

Pateo do Collegio

Possui 25 mil volumes , Entre os materiais raros estão: a primeira edição dos Sermões de Padre Antônio Vieira; coleção de escritos dos jesuítas desde o século XVI (como as cartas originais do Padre José de Anchieta e manuscritos do jesuíta italiano João Antonil); documentos sobre o processo de canonização do Padre José de Anchieta (cujos originais encontram-se no Vaticano). No acervo encontram-se livros cujas capas foram produzidas com canela preta – madeira quadricentenária encontrada durante a demolição do Palácio do Governo em 1953. Alguns dos livros estão em língua portuguesa e em latim. E, ainda, amplo acervo fotográfico sobre o cotidiano do clero brasileiro, de processos de construção de obras jesuítas, de eventos políticos, religiosos e sociais.

1) Encontro no  Monumento no Pateo do Collegio:
cbn_passeioliterario
Foto: Lincoln Paiva no Centro ( Presidente do Instituto Mobilidade Verde)

2) Prédio na Praça da Sé, onde funcionava a editora de Monteiro Lobato, ninguém sabia que Monteiro Lobato havia sido escritor durante um ano…

Monteiro Lobato editor

“Editar é o que existe de mais sério para um país. Editar significa multiplicar as idéias ao infinito, e transforma-las em sementes soltas ao vento, para que germinem onde quer que caiam”, dizia Monteiro Lobato, convencido da importância do livro na construção e consolidação da cultura de um povo. Mas Lobato também sabia que não bastava publicar. Era preciso levar o livro até o leitor.
Ao comprar a Revista do Brasil, dando início à atividade de editor, contabiliza apenas cinqüenta livrarias em todo o Brasil, oferecendo, em geral, obras mal editadas, mal traduzidas, com capas pouco atraentes.
Para mudar esse quadro, Lobato investe num sistema agressivo e inédito de mala direta e venda por consignação através de agentes autônomos e pequenas empresas espalhadas pelo interior do Brasil. E, acreditando que o livro deve ser tratado como mercadoria, contrata artistas para melhorar sua apresentação, importa maquinário gráfico moderno e faz uma escolha criteriosa de títulos.
As vendas aumentam, os negócios prosperam e suas empresas passam por sucessivas ampliações. No início dos anos 1920, Monteiro Lobato transforma-se no maior e mais ousado editor do país, responsável por uma verdadeira revolução no setor.
cbn_passeioliterario23) Local onde existia a casa onde nasceu o poeta Alvarez de Azevedo, hoje um prédio leva o seu nome: ( fonte Wikipedia)

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Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo, em 1847, para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde, desde logo, ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental.

leia mais em: Mobilidade Verde

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